sábado, 16 de janeiro de 2016

Don't Ever Change

Dias repletos de tristeza, revolta, inconformação.
Quebrando espelhos e vendo tudo através de lentes embaçadas.
A vida fora de foco, apenas borrões.
Tentando ao máximo se adequar, se encaixar, perdeu sua essência.
Um mundo tentando te empurrar para dentro de uma caixinha, mas você não cabe, e não vai caber.
Nem agora e nem nunca.
Suas asas são grandes demais.
E agora, o que fazer? Cortar as asas para caber no espaço da caixinha?
Na caixinha do mundo preto e branco.
Mas a insistência é grande, intensa e persuasiva.
Pressão de todos os lados.
Mas elas são tão belas e coloridas, suas asas...
Mesmo sem uso, estão lá, presentes em você.
São o que te torna uma pessoa única.
E se a beleza está no ser diferente, por que a insistência em ser igual?





"Don't be like the rest of them, darling".

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

1 pessoa, 4 cores

Um bar, cerveja, cigarros, Halls preta. 
E é verde. Uma mesa de sinuca e uma vitória de quem nunca tinha jogado. Sorte de principiante?
Agora é azul, um quarto, uma música, dois corpos sobre a cama, carinhos trocados e segredos revelados.
Então é vermelho, um parque, um pub, drink de morango, cheiro grama recém cortada e loção pós barba.
E termina em preto, afastamento, hesitação em respostas pras suas perguntas, ligações perdidas.
E mais uma vez sou apenas eu e minhas cores e minhas lembranças.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Muitas vezes penso em te escrever, abro a janela de conversa, digito um "oi, tudo bem?" e não envio.
Pego um pedaço de papel e começo a escrever uma carta, sempre adorei escrever cartas. Escrevo tudo o que estou pensando e termino achando que é uma ótima carta. Mas o que faço é queimar logo depois, porque é lógico que não vou te enviar.
Há quanto tempo não nos falamos, dois, três anos? Não me recordo.
Apenas queria saber como você está, se ainda tem aquele péssimo gosto para se vestir, se cortou os cabelos, se ainda fuma quando está nervoso ou estressado, se ainda tem aquela mania chata de transformar qualquer assunto bobo em um discussão filosófica. Queria saber de você. Saber se também quer saber como estou e se ainda pensa em mim.
Então acabo aqui, afogando as palavras num copo de wiskey enquanto penso e desisto de escrever mais algumas linhas pra você.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Chronicle of Life and Death

Nesses últimos dias venho pensando muito em como a vida é algo tão frágil. Num dia você está aqui, e no outro pode não estar mais. 
A pessoa que você ama está do seu lado hoje, agora. Mas e daqui a algumas horas? 
É triste pensar que você talvez não esteja aproveitando a vida como deveria, não tem valorizado os momentos, os bons momentos. Os momentos simples que são aqueles que realmente importam. Aqueles momentos longe da internet, que não necessitam ser compartilhados com o mundo via rede social, apenas com a pessoa que está a seu lado. 
Mas muitas vezes deixamos de fazer coisas que nos fazem bem, que nos fazem felizes, com a desculpa da falta de tempo e vamos deixando a vida e os bons momentos escorrerem por entre nossos dedos como se fossem areia.
E no final, o que se leva dessa vida? O que deixar como lembrança? Uma vida atarefada e sem tempo pra nada, ou uma vida com uma coleção de bons momentos? 
Não gosto da sensação de estar deixando a vida passar enquanto eu apenas olho. Quero fazer meus momentos, montar a minha pequena "coleção de momentos" pra recordar e sorrir sempre que eu me lembrar, e ter a certeza de que quem eu amo também vai se lembrar desses momentos compartilhados e sorrir mesmo quando eu me for.
A vida é curta demais, frágil demais para apenas passar por ela sem vivê-la de verdade. 
Não acho que viver se resuma apenas a festas, bebedeiras e coisas assim. 
Viver é mais, é fazer de cada dia um dia especial, fazer boas memórias para aquecer seu coração quando você estiver triste. 
A vida é muito curta para se guardar arrependimentos sobre o que você poderia ter feito e não fez.

sábado, 23 de maio de 2015

About A Boy

Te conheci de maneira inusitada, pra mim ao menos. Pra você acho que era comum. Mas minha intenção antes nunca tinha sido de te encontrar de verdade, mas você foi insistente. Então você apareceu com aquele visual rocker, do jeito que eu gosto. Mas achei que era só isso, um visual legal que eu particularmente acho sexy. Só que você era mais. Não era raso feito piscina infantil como a maioria dos caras com quem conversei ultimamente. Você aparentemente sabe conversar sobre qualquer assunto, inclusive os meus favoritos: música, livros e filmes. Me surpreendi positivamente com isso, e com o fato de eu me sentir a vontade pra ser eu mesma, sem máscaras, falando todas as bobagens que sempre falo sem pensar. E me fez rir, outro ponto positivo pra você.
E teve café sem café, cinema, e beijos, e toques, e mãos dadas, tatuagem escondida, cervejas, novela, futebol, grama, situações constrangedoras, barba roçando de leve nos meus lábios, beijos mais intensos, um quarto, um parque, sol por trás das árvores, teve chuva e musicas irritantes. Não necessariamente nessa ordem.
Mas como poderia deixar de escrever sobre? Mesmo com a distância e falta de comunicação.
Falando dessa forma, parece até que encontrei a pessoa perfeita. Porém, nunca gostei muito do que é perfeito.
Caso você leia isso, o que é bem improvável, espero que não ache que sou louca - talvez um pouco -, mas esse é apenas meu modo de guardar lembranças. Lembranças que nesse caso me fizeram sorrir em meio aos desastrosos pedaços de meteoros que caíam ao meu redor naquele momento em específico.
Porém, não fique por aí se achando apenas por que escrevi esse arrazoado a seu respeito. Não me leve a mal, você é legal, mas não tenho nenhum tipo de sentimentos românticos a seu respeito. Não sou do tipo que se apega fácil, que gosta fácil de alguém. Prefiro manter uma distância segura entre qualquer pessoa e meus sentimentos, meu "coração gelado".
Na verdade, acho que é você quem deveria manter a distância de mim. Sou apenas um amontoado de confusões e desordem.
Mesmo que eu nunca mais te veja, vou deixar isso registrado aqui e lembrar desses momentos de uma forma boa.
E se o acaso fizer com que nos esbarremos por aí alguma outra vez, não tenho muita certeza se eu vou conseguir manter a distância, ao menos a física, de você.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Oi, moça. Eu sei que você não meu conhece, mas eu posso te dizer umas poucas palavras? Não se assuste, sou apenas um cara muito observador desde criança e pude enxergar algumas coisas pela maneira que você tem agido desde que chegou, andando pra lá e pra cá, fumando cigarros seguidos, derramando lágrimas enquanto tomava sua xícara de café. Eu sei que às vezes fica difícil enxergar através da cortina d'água e da fumaça, e todos os seus caminhos parecem te levar a apenas uma direção, que é exatamente aquela que você não quer ir, que você não deve ir. 
Mas uma hora as coisas clareiam e você consegue ver o que há por trás de tudo isso com clareza e tomar as decisões que melhor lhe cabem no momento. Mas se você acaba por tentar seguir mesmo sem ver nada, vai acabar chegando a um final não muito animador.
É como naquele filme "Premonição" em que você tenta driblar a morte mas ela acaba achando um jeito de chegar até você, porque ela é seu destino. Só que nesse caso o caos é o seu destino, e é nele que você vai acabar parando de qualquer forma. 
De mil e uma maneiras você tenta fugir, mil e duas ele chega até você.
E pelo que vejo você não está disposta a esperar, não é? 
Me desculpe por tomar seu tempo, moça. Mas sinto lhe dizer, a estrada em que você está vai te levar para o inferno e você está nessa sozinha.
Boa sorte.

segunda-feira, 23 de março de 2015

De pedregulhos, só saem outros pedregulhos

Existem pessoas que, por mais que você tente, por mais que você passe por cima de certas coisas, por mais que você dê chances e tente ver o lado bom delas, por mais que você não aceite e queira mantê-las por perto, elas precisam ficar fora da sua vida. Pro seu próprio bem. 
É muito desgastante ficar dando murro em pedregulho esperando que saia uma pedra preciosa dali. De pedregulhos, só saem pedregulhos. Pequenos pedaços, mas ainda assim, pedregulhos. E uma porrada de um pedregulho pequeno dói, assim como dói também a de um grande. Muda a intensidade da dor, porém dói da mesma forma. E machuca. E deixa uma cicatriz, uma mancha, uma marca.
E se você não toma cuidado, e continua a insistir nessa busca por algo precioso no meio dos pedregulhos, sua pele se torna, no fim das contas, apenas cicatrizes e hematomas.
Por isso prefiro manter-me longe das pessoas e seus pedregulhos, abrigada na minha fortaleza, onde nenhum deles possa atravessar e me acertar.